segunda-feira, 7 de maio de 2012

Caminhos da ruralidade I – As aldeias de Coura.


Distância percorrida………..cerca de 13,5 km
Data…………………………………2012.05.05


            Fomos à procura das aldeias do planalto de Coura, nomeadamente, as que mantêm contacto com o rio, atravessando esta linha de água nos lugares mais recônditos, pouco conhecidos da maioria das pessoas. Passamos junto da sua origem, no local onde a ribeira de Reiriz se junta ao rio dos Cavaleiros, para formar o verdadeiro rio Coura, abundante em trutas, cujas margens nos surpreendem pela sua beleza.
             A nossa caminhada não se ficou apenas pela ribeira, mas também pela ruralidade antiga das terras de Coura, com realce para os rústicos lugares das aldeias de Padornelo e Parada. O percurso não esqueceu o património, nomeadamente a igreja velha de Parada – a igreja de Cenói e a capela do Ecce Homo, de estilo barroco, assente no lugar dos Tojais - séc. XVIII. O passeio não se esgotou apenas no que foi dito, não esquecendo a paisagem humanizada “das Terras de Coyra”, ou se quisermos do planalto de Coura, autêntico mosaico agrícola, talhado ao longo dos tempos por esta gente simples e humilde, que teve a arte e engenho de esculpir na natureza este belo quadro natural. Daí dizer-se, que as terras de Coura, constituem um território com alma.
             Deixamos as viaturas junto à capela de Ecce Homo, seguindo para as margens do rio Coura, caminhando junto a uma levada. Mais à frente, iniciamos a subida para cotas mais elevadas, passando pelos lugares de Sobreiro e Laceiras. Neste último, começarmos a tomar a direcção da capelinha de S. Tiago onde há um belo e frondoso parque de merendas, fazendo caminho através do  bosque, fugindo assim ao estradão.
             Mais tarde, apontamos à antiga igreja de Parada em Cenói. A partir daqui, utilizamos os atalhos campestres desfrutando de um panorama único. Antes da igreja de Parada, visitamos a placa evocativa da homenagem prestada à memória do Abade de Padornelo, o padre “republicano” Casimiro Rodrigues de Sá.  Percorrendo pequenos trilhos entre campos de cultivo, por vezes com diferenças de nível suficiente, para termos que descer por pequenas escadas de granito, encastradas nos muros, atingimos a igreja. Vale a pena parar no adro e observar em redor, com o Corno de Bico dominando a paisagem.    
             Descemos até aos encharcados caminhos que terminam perto da capelinha de S. Gonçalo, no lugar da Cachada e dirigimo-nos para a junção da ribeira de Reiriz com o rio dos Cavaleiros. O caminho apresentava algumas zonas inundadas, pelo que tivemos de andar pelas extremas dos campos, até ao pequeno pontilhão, onde atravessamos para a margem direita da ribeira de Reiriz. Uns metros à frente, recebe o ribeiro dos Cavaleiros, formando-se o verdadeiro rio Coura.
             Peregrinamos junto à margem direita, passando de campo para campo e fechando cancelas. Em breve estaremos noutra ponte, em betão e de construção recente, que vai permitir mudar de margem. Depois desta obra de arte, a marcha faz-se pelos caminhos da margem esquerda, até regressarmos de novo ao rio, atravessando-o num pequeno pontilhão, de traça robusta. Um pouco mais à frente aparece-nos o engenho do Sigo, magnífico local para observarmos os rápidos do rio.
             O ponto de partida aproxima-se, bastando para isso subir um caminho rural que nos leva de novo à jóia do barroco das Terras de Coura, ponto de partida, neste périplo por algumas das aldeias mais características do Planalto de Coura, noutros tempos designado pelo Celeiro do Minho.   
    






























1 comentário:

  1. Como natural de Padornelo fiquei extasiado e maravilhado por ver aqui fotografias da minha santa terrinha: o Cruzeiro do Tojais, a Capela do Senhor Ecce Homo, a Capela de Santiago, as alminhas, o moinho de Sigo, o rio Coura e, também, as diversas imagens da vizinha freguesia de Parada, todas elas de grande qualidade estética, um cenário de idílica beleza rústica. Bem-haja!

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