segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Serra da Peneda – Encostas do Sistelo e da Serra da Anta

(Sr. dos Aflitos – Sistelo – rio Vez – Portela de Alvite – Paçô – rio Vez – Padrão – Branda do Alhal – Branda de rio Covo – Chã da Armada – Sistelo – Sr. dos Aflitos)


Extensão – cerca de 13,7 km
Data – 2010.11.05

          Quem dos Arcos de Valdevez se dirige para os lados de Monção através da Portela de Alvite, não fica indiferente à paisagem humanizada das encostas por onde passa sorrateiro o rio Vez. Em boa verdade, o rio une as vertentes escarpadas da Peneda e da serra da Anta, dos concelhos vizinhos – Monção e Arcos. 
          A ciclópica escadaria matizada pelas cores do Outono, traduz o testemunho de um trabalho árduo de gerações de agricultores, deste paraíso verde, representando um monumento à imaginação, persistência e sofrimento da gente humilde do Alto Minho.
          Muito se tem dito e escrito sobre estas encostas em socalcos candidatas às 7 maravilhas de Portugal, e ainda sobre o benemérito Visconde do rio Vez e do Sistelo, pelo que é assunto sobre o qual não nos iremos debruçar.
          Convém no entanto recordar, que a sua beleza e encanto, são testemunhos de duras realidades, do trabalho árduo de sol a sol e do seu abandono pelas gerações mais novas, que partem à procura de novos horizontes, uma vez que o país onde nasceram foi parco em proporcionar-lhes uma vida condigna.
          Este mosaico rural, resultou da introdução da cultura do milho, que se tornou uma base importante na alimentação do minhoto, originando ainda a indispensável construção das eiras, dos espigueiros e dos moinhos, associados ao ciclo do pão.
Estes “Legos” ciclópicos que por vezes atingem os 400 metros de altitude nas encostas, alteraram radicalmente a paisagem e promoveram o crescimento demográfico que então se registou.




        

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