terça-feira, 19 de julho de 2011

Serra Amarela – Do Bugalhedo à chanfana do Lindoso.




Extensão – cerca de 10 km
Data ---------- 2011.07.16

          No lugar do Castelo da freguesia do Lindoso, realizou-se mais uma vez a festa da malhada do centeio, preservando-se desta forma antigos usos e costumes agrícolas. Levada a cabo na eira comunitária, rodeada pelos 59 espigueiros, é uma excelente forma de reavivar a memória das antigas práticas agrícolas e possibilita um convívio fraterno entre naturais e forasteiros. Não faltaram ainda os bombos, as concertinas, ferrinhos e castanholas para animar o baile, dirigido pelo tradicional mandador.
          Avisados da data por gente amiga, arranjou-se uma pequena caminhada até à branda do Bugalhedo de forma a regressarmos na fase mais animada… ou seja, quando a chanfana começa a ser servida. Porém, contra todas as estimativas e previsões, ao regressamos, deparamos que a tão apreciada chanfana já tinha desaparecido. Alguns lambões, que mal comeram ao almoço, perceberam desta forma cruel, que as recomendações da “troika” já tinham chegado ao mundo rural! Tivemos de nos contentar com um copito de tinto e uma pequena porção de aletria, como sobremesa. O chegar e pegar no prato, acabou meus amigos… porque a crise toca a todos.
          Da parte da manhã fomos até à branda do Bugalhedo. O objetivo era assar umas chouriças e fazer tempo até chegar a hora da festa na aldeia. Os mais fundamentalistas, pretendiam apenas dar duas voltas à aldeia e iniciar de imediato a paparoca, argumentando que as botelhas eram pesadas, e portanto a caminhada teria de ser curta. Um mais compreensivo, portador de um pequeno pipo, concordou depois de várias promessas, que aliás não se concretizaram, deixá-lo em paz e seguir para a serra. Os outros seguiram-no e foi assim que iniciamos a caminhada. Atalho onde nos metêssemos, provocava de imediato um chorrilho de críticas vindas dos mais descontentes. Por fim, lá se moldaram ao caminho.
          Quando atingimos a cabana do Bugalhedo, verificamos que se encontrava ocupada por outro grupo. À moda do rei fundador, fomos conquistando terreno. Primeiro, a espaçosa mesa em granito. Depois o grelhador e respectivas brasas. Em seguida a nascente de água fria, para refrigerar os vinhos verdes, deixando-os entretidos com o frango. Por fim, ainda nos trouxeram o lixo nas pick-ups, incluindo as garrafas vazias, sem dúvida o material mais pesado, e que alguns ingénuos temiam regressar com elas intactas.
          Retrocedemos pelo bosque que se estende entre o caminho florestal e o ribeiro de Mulas até aos viveiros do Porto Chão. Ultrapassada a antiga casa da GF continuamos pelo bosque do Peixarrão, seguindo de imediato para o Lindoso pelos caminhos do Fojo.





































terça-feira, 12 de julho de 2011

Serra da Peneda - Marcha de Travessia

Etapa Soajo / Sistelo



Extensão – 26,5 km
Data ---2011.07.09

            A sua paisagem e importância como reserva natural, os modos de vida e tradições que abriga no seu seio, transformam a serra da Peneda (ou serra do Soajo?)  num território montanhoso cada vez mais procurado pelos amantes das atividades ao ar livre. O peso económico desta procura no desenvolvimento local, tem sido ignorado por alguns fundamentalistas, que lhe imputam impactes ambientais negativos, esquecendo-se que este ambiente serrano foi criado, protegido e aperfeiçoado ao longo de gerações, antes do aparecimento das preocupações com a ecologia. Apesar das limitações que todos os montanhistas conhecem e sofrem, a travessia da serra está estruturada em três etapas, muito bem sinalizada, aproveitando os antigos caminhos brandeiros.
            Com um dia cor de chumbo, S. Pedro abençoou a marcha, associando ao nevoeiro uma chuva miudinha, alternando com alguns aguaceiros.
            Manteve-se assim, até ultrapassarmos a “lápide da pastora”, depois do Fojo da Cabrita. Para os lados do Porto do Prado o Sol brilhou, possibilitando apreciar a junção da ribeira do Arroio com o rio Ramiscal, e o impressionante percurso daquela, desde as brandas da Lombadinha.
            Depois da descida ao Ramiscal por entre o carvalhal da margem esquerda, começa o inferno da subida até Lordelo e que se prolonga de forma mais esbatida até às alminhas do Couço. Chegando aqui, é o mesmo que estar em casa, bastando ultrapassar o ribeiro e descer a calçada até ao Sistelo, onde toda a gente deu “ bate – cus “.
            Regressamos ao café, no Soajo para lembrar ao jovem que nos atendeu, que tinha de acrescentar mais três horas à sua infalível previsão.



































quinta-feira, 7 de julho de 2011

Serra do Gerês – Lagoas da Ribeira de Cabril.

(Xertelo – Cubo de Baixo – Alto do Facho – Lagoas)

Extensão – cerca de 11 km
Data --------- 2011.07.02

            Com um amanhecer cinzento, devido ao nevoeiro, arrancamos de Viana. Paramos na Montalegrense para o pequeno-almoço e continuamos até ao Xertelo, com o sol a receber-nos.
            Mais para a tarde, as nuvens apareceram em companhia de um vento irritante, que não convidava a grandes banhos, pelo que resolvemos regressar.
            Percurso sem dificuldades até à travessia de uma linha de água relativamente perto do estradão florestal, obrigando a queimar bastantes calorias, por causa do corta-mato. O cartão da máquina também não ajudou, e as fotos comprovativas de que sabíamos nadar, não apareceram, sabe-se lá porquê?
            Regressamos pelo “aqueduto”, a meia encosta, onde o seu substituto, em plástico, sofreu os efeitos dos últimos incêndios. Depois de uma paragem em Fafião, regressamos a Viana, com o tempo a mostrar outra cara.