segunda-feira, 6 de junho de 2011

A Benção dos Animais em Santo António de Mixões da Serra

Extensão – cerca de 11 km
Data -----    -- 2011.06.05

            Cumprindo uma secular tradição, milhares de romeiros e curiosos, rumaram a Santo António de Mixões da Serra. Além da estrada, qualquer trilho ou caminho serviu para lá chegar. E foram muitos os cavaleiros, com destaque para os mais jovens, que trotaram serra acima, fugindo à estrada alcatroada, fortemente congestionada.
            Este acolhedor lugar da freguesia de Valdreu, edificado nas alturas da serra, vestiu-se a preceito e ganhou alma nova, para receber um mundo de gente, que encheu por completo o recinto da festa.
            Evento religioso do mais puro que a cultura popular portuguesa tem para oferecer e vai conservando, é o exemplo da perfeita harmonia entre o profano e o religioso. Na origem desta antiga tradição, está a protecção que os pastores destas extensas encostas solicitaram a Santo António, na sequência de um período de grande dificuldade em que a peste e os lobos dizimavam os rebanhos, com grandes danos para a sua débil economia. O célebre imposto da “ décima ” cujo pagamento, obrigava-os à venda da uma ou mais cabeças de gado, para alimentar o fisco, e tornava a vida ainda mais dura e difícil.
          O Santo, ouviu as súplicas que lhe foram dirigidas. O povo retribuiu, edificando uma pequena capela, mais tarde substituída pelo atual santuário de rústica beleza, afeiçoado às encostas da serra. Foi um dia de romaria e por isso de alegria, não faltando animação antes e depois da cerimónia. Um dia bem passado no alto das encostas, a que não faltou muita música, concertinas e o farnel bem regado com o verde da região, as tasquinhas dos comes e bebes, as barracas para a venda das bugigangas, dos doces e das recordações desta típica e genuína romaria minhota.




































sábado, 4 de junho de 2011

Serra da Peneda – Branda do Baraçal

(Chã do Couço – Cabanas de Poços – Alagoa – branda do Baraçal – mariola do bosque da Esganadinha – branda de Lamelas – branda do Rodrigo – Lordelo – Chã do Couço)


Extensão – 10,7 km
Data -- 2011-06-02

          A carta militar, denomina-a por branda do Baragal. Os pastores dão-lhe o nome de branda do Baraçal, pelo que adoptamos a denominação nativa. Localiza-se não muito longe da branda de Lamelas ( branda de gado da freguesia de Cabreiro ), em frente da   branda do Rio Covo. As encostas talhadas a pique da corga das Cavadas, separam-nas, mas o íngreme caminho de ligação, ainda é visível. Foi branda de cultivo e pertence ao lugar da Igreja, da freguesia do Sistelo.
          Para lá chegarmos, partimos das alminhas do Couço, caminhando pelo GR da serra da Peneda até às cabanas de Poços. Continuamos a  corta mato através da  vegetação rasteira, numa zona de arrasamento e de transição para as zonas mais elevadas. A branda em completo declínio, abrigava algum gado que habilidosamente conseguiu entrar para o interior das cabanas, todas em falsa cúpula. Daquele local, desfrutando-se, uma magnífica paisagem, talvez a de maior profundidade, de todas as brandas do Sistelo.
Continuamos a caminhar na direcção do mariola do bosque da Esganadinha, superlotado de gado devido ao calor. Um touro cacheno, avisou-nos de que não éramos bem recebidos, pelo que continuamos para a branda de Lamelas. O caminho entre estas duas brandas, perde-se no meio dos fetos até à primeira cabana, perto da corga de Lamelas.
          À tarde, regressamos pela branda do Rodrigo, descendo por sul até à cisterna, com alguns troços muito fechados, terminando nas alminhas do Couço.